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| 27-Dez-2006 | |
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Foi aprovada pelo Governo uma proposta de lei que visa dotar o Conselho Superior de Magistratura (CSM) de autonomia administrativa e financeira, ampliando-se as suas competências na gestão do corpo de magistrados judiciais.
PÚBLICO ON-LINE, de 20.12.2006 O Governo aprovou hoje uma proposta que visa dotar o Conselho Superior de Magistratura (CSM) de autonomia financeira, ampliando-se as suas competências na gestão do corpo de magistrados judiciais. Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular da pasta da Justiça, Alberto Costa, referiu que a proposta terá de ser ainda submetida à apreciação da Assembleia da República. "Depois da Constituição da República de 1976, é a primeira vez que se consagra a autonomia para o órgão de gestão dos magistrados judiciais. É uma data histórica" declarou. Este membro do Governo lembrou que, ao longo dos últimos anos, "houve muitas reivindicações e propostas sobre esta matéria, mas é a primeira vez que um Governo a aprova". Alberto Costa adiantou que, após a aprovação do diploma no Parlamento, nos futuros exercícios orçamentais, o Governo "procederá à definição de verbas a transferir para o CSM", visando a "total autonomia de gestão deste órgão".
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, de 24-12-2006 Poder Político em permanência na gestão de juízes
O Conselho Superior da Magistratura (CSM), responsável pela gestão e fiscalização dos juízes, titulares de um órgão de soberania, vai ter no seu seio a presença permanente de membros não magistrados enviados pelo poder politico. Estes devem ser escolhidos de entre os dois vogais designados pelo Presidente da República (PR) e os sete vogais eleitos pela Assembleia da República (AR). Trata-se de um anteprojecto de lei aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros, sem anúncio prévio, propondo-se também a autonomia administrativa e financeira daquele órgão constitucional.
DIÁRIO ECONÓMICO, de 26.12.2006 O novo regime de organização e funcionamento do Conselho Superior da Magistratura (CSM) implicará a transferência para este órgão dos cerca de 90 milhões de euros anuais que o Ministério da Justiça despende, habitualmente, com os magistrados judiciais da primeira instância. A gestão do dinheiro será da responsabilidade exclusiva do próprio CSM", explicou ao DE o secretário de Estado adjunto da Justiça, Conde Rodrigues. Com a nova estrutura, e além da autonomia financeira e administrativa, o Conselho Superior da Magistratura terá a responsabilidade de gerir os movimentos dos magistrados e fazer o processamento das suas remunerações. A verba transferida do Ministério da Justiça somar-se-á o valor para o funcionamento da estrutura que, com esta reforma, sofre alterações que podem obrigar a um aumento dos recursos humanos. Uma nova orgânica A proposta de lei aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros prevê a criação de um Gabinete de Apoio ao presidente do CSM, que ficará encarregue da gestão administrativa e financeira. O novo Conselho Administrativo terá uma secção especializada no acompanhamento e ligação aos tribunais e outra nas acções de formação e recrutamento. A secretaria do Conselho terá seis estruturas na sua dependência: direcção de serviços de quadros e movimentos judiciais, direcção de serviços administrativos e financeiros, divisão de documentação e informação jurídica, unidade informática, gabinete de comunicação e gabinete de apoio. Para o secretário de Estado a reforma "marca esta governação" e é "um passo histórico". "O sistema constitucional português prevê que a magistratura tenha um órgão de gestão próprio e, na óptica da separação de poderes, permite atribuir ao poder judicial uma dimensão que tanto a Assembleia da República como o Governo já têm: autonomia própria." Com esta medida, Conde Rodrigues acredita que "há uma responsabilidade acrescida para o CSM e, no fundo, conseguimos também corresponder a um padrão comum a todos os países da Europa, onde este modelo já existe, e responder às recomendações do Conselho da Europa". |

