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SER JUIZ NA EUROPA E NO MUNDO, HOJE
Por Juiz Desembargador Dr. Carlos
Manuel Gonçalves
de Melo Marinho
Ponto de Contacto de Portugal
da Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial e da IberRede
I.
Os caminhos de um projecto generoso
Num momento em que é de admitir
ser este o último número da edição em papel do Boletim
do Conselho Superior de Magistratura, parece justificar-se a realização de um
balanço da actividade do Ponto de Contacto de Portugal
da Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial (RJECC) e da IberRede.
Fazê-lo é, também, avaliar a
acção do Poder Judicial no domínio da nova cooperação judiciária e determinar a
valia do percurso de difusão da ideia da cooperação centrada nos juízes e nos
tribunais.
A Rede Europeia, saída
da imaginação e do labor de Portugal e da França no final do século passado,
veio dar resposta às necessidades associadas ao novo paradigma introduzido pelo
Tratado de Amesterdão e pelas «Conclusões da Presidência» do Conselho Europeu de
Tampere de 15 e 16 de Outubro de 1999 que gerou a deslocação do eixo de
intervenção da colaboração transfronteiriça na área da Justiça das clássicas
autoridades centrais para os órgãos jurisdicionais directamente envolvidos,
apostou na institucionalização da confiança mútua entre as autoridades judiciárias
e na livre circulação das decisões judiciais e apelou à instalação de
inovadores critérios de auxílio recíproco.
No quadro de um conjunto de
esforços dirigidos, de modo concertado, para a construção de um Espaço Europeu de Justiça,
foi considerado deverem as actividades quotidianas de colheita de prova no
estrangeiro, realização de citações e notificações, acesso ao direito nacional,
internacional ou comum, reconhecimento de sentenças, luta contra o rapto
parental, tutela do direito de visita, regulação do poder paternal, solução de
problemas na área do direito da família, resolução de questões relativas à
insolvência com referências transfronteiriça, emissão e execução de títulos
executivos europeus, tramitação sob as formas adjectivas do processo europeu de
injunção e cobrança de créditos de pequena dimensão pecuniária, entre outras,
dispor do apoio de uma organização distinta das clássicas autoridades centrais
ligadas aos executivos.
Esta acção tornou-se cada dia
mais premente e relevante com o alargamento do objecto de incidência da
cooperação, gerado por um ambicioso programa comunitário de produção normativa,
e com o crescimento numérico das necessidades e pretensões de colaboração dos
órgãos de administração de justiça num espaço de integração em que as
fronteiras remanescentes são apenas as culturais e psicológicas.
Desejou-se que cada
Estado-Membro dispusesse, unicamente, de um Ponto de Contacto nacional
(salvo se solução diversa fosse imposta pela dimensão ou estrutura política
específica do País em causa, como ocorria, por exemplo, de forma manifesta e
desde o início, com a Alemanha e os seus Länder). Mais se pretendia que esse
elemento responsável fosse um juiz.
Visou-se, assim, substituir
instituições por rostos, focando e especializando o apoio à cooperação.
Com a participação de juízes na
Rede, quis-se produzir intervenções especializadas, marcadas por um profundo
conhecimento do «terreno», bem como
produzir confiança no interlocutor - o tribunal do outro Estado ou o órgão
jurisdicional consulente do País do Ponto de Contacto.
O percurso da RJECC foi
assinalado por um intenso protagonismo do nosso País, em termos que associam a
história do Ponto de Contacto português à própria história do projecto.
Parte substancial do caminho
realizado e ideias interiorizadas e institucionalizadas foram sendo
concretizados com o apoio e sugestão nacional.
É portuguesa a ideia que está
por detrás da construção do Atlas
Judiciário Europeu em Matéria Civil, instrumento informático de
identificação rápida de mecanismos, normas e formulários de cooperação
judiciária, bem como de preenchimento e auxílio ao envio digital de pedidos de
cooperação enquadrados nos vários regulamentos desta área posteriores ao ano
2000.
O Atlas é, presentemente, estudado em toda a Europa por
juristas de diversas proveniências e distintos sectores de actividade,
designadamente em cursos de formação de juízes, advogados e funcionários
comunitários.
É do Ponto de Contacto de Portugal
a ideia e a execução inicial de um registo informático europeu de pedidos de
cooperação.
Emergiu de sugestões nacionais
parte substancial dos critérios de cooperação e das regras de funcionamento
adoptados, designadamente os vertidos num documento que conteve as linhas
condutoras e os princípios de funcionamento da estrutura, aprovado pela Comissão Europeia e
hoje objecto de discussão no seio do processo de revisão da Decisão que a
criou.
Foi do Ponto de Contacto de Portugal
a primeira iniciativa de construção de uma página nacional de Internet
da Rede, antes mesmo da criação da página europeia, de
tal forma que, por duas vezes (uma delas logo na sessão inaugural do projecto),
foi o mesmo chamado a apresentar o seu produto perante representantes da
Justiça de toda a União.
Foi também de Portugal a luta
pelo desenho de um sistema de colaboração judiciária verdadeiramente útil para
os tribunais e, por eles, para os cidadãos.
De tal forma esse esforço foi
eficaz que o seu Ponto de Contacto
tratou e satisfez, nestes seis anos, mais
de metade de todos os pedidos de cooperação do projecto.
Neste momento, preparam-se
alterações na Decisão que criou a Rede, sob a pressão de interesses
conflituantes susceptíveis de pôr em risco a respectiva eficácia,
designadamente através da deslocação do seu eixo de gravidade e do núcleo
central de protagonismo, com alteração dos actores principais e adição de
responsabilidades desfocadas dos objectivos iniciais.
Num tempo em que, em inúmeros
Países, os resultados são francamente pobres, neste sector, programa-se a adição
de competências e a passagem à segunda fase antes de se terem atingido as metas
da primeira de forma homogénea e geograficamente abrangente.
A este facto não será alheia a
intervenção nacional, por se ter demonstrado que este projecto é muito mais importante
do que pareceria à partida, o que atraiu áreas de poder inicialmente
desinteressadas ou desatentas relativamente a este tipo de actuação.
Se é certo que é a área
criminal a que continua a atrair mais os políticos europeus, por razões
manifestas, descobriu-se, porém, por toda a Europa, que o domínio civil e
comercial é omnipresente na vida dos eleitores e que o processo de crescimento
do Espaço Europeu da Justiça tem sido desenhado muito à custa dos
«revolucionários» desenvolvimentos neste sector, com o zénite na supressão do
«exequatur», ícone incontornável da nova Europa Judicial.
II.
A cronologia do Ponto de Contacto
Porque os juízes preferem os
factos às conclusões pré-confeccionadas e esta é uma publicação essencialmente
destinadas a magistrados judiciais, passa-se a descrever, sob a forma de
elementos fácticos singelos, ainda que seleccionados e não exaustivos, o que
foi a «vida» deste sonho e a concretização deste desejo de ser útil.
Os juízos e a avaliação cabem a
todos aqueles a quem se dedicou este trecho de vida - os cidadãos europeus e os
juízes de toda a Europa.
Aos primeiros quis-se dar
eficácia, celeridade e Justiça efectiva e real. Aos segundos desejou-se
fornecer instrumentos de trabalho eficientes e, sobretudo, dignificar a função
e conceder apoio ao exercício do seu difícil múnus, mostrando, simultaneamente,
a imprescindibilidade do Poder Judicial na construção do Espaço Comum de
Justiça.
1.
Elementos gerais
Em 01.02.2002, tiveram início
das funções do magistrado judicial responsável pelo serviço do Ponto de Contacto Nacional da
Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial.
Em 24.10.2002, foi posta em
linha a página de Internet do Ponto de Contacto, construída e
permanentemente actualizada pelo referido magistrado, em: http://www.redecivil.mj.pt. Esta
página serviu de referência para a criação da página central do projecto, pela Comissão Europeia (só
colocada em linha em 24.03.2003), bem como para as presenças (ainda que escassas)
de alguns Pontos de
Contacto de outros Países na World Wide Web.
No dia 04.12.2002 teve lugar,
em Bruxelas, a sessão inaugural da Rede, tendo o Ponto de Contacto português
proferido discurso a convite da Comissão Europeia;
Entre 04.12.2002 e Novembro de
2008, o Ponto de Contacto
nacional participou em vinte e quatro reuniões ordinárias da
Rede, em Bruxelas e seis reuniões anuais alargadas de membros da estrutura,
sendo quatro em Bruxelas, uma em Madrid e outra em Lisboa. Esta última,
realizada no Centro Cultural de Belém, foi por si organizada em colaboração com
o Gabinete para as Relações Internacionais, Europeias e de Cooperação do
Ministério da Justiça.
Nessa ocasião, foram recebidas
cerca de duas centenas de altos representantes dos vários sectores da Justiça
dos Estados Membros da União Europeia e, em particular, inúmeros juízes do
espaço comunitário. O apoio da Comissão a este evento representou o
reconhecimento do particular protagonismo de Portugal no projecto bem como do
facto de ter sido o Ponto de Contacto português a sugerir a realização de
reuniões anuais fora de Bruxelas
com vista a divulgar a estrutura junto dos profissionais
locais beneficiários da sua actividade.
No mesmo período, o Ponto de Contacto de Portugal
elaborou e colocou disponíveis na Internet,
na página nacional e
na página Europeia,
vinte fichas de informação construídas sob a estrutura de pergunta/resposta,
relativas ao sistema jurídico do nosso País, destinadas aos cidadãos de toda a
Europa e objecto de tradução em vinte e uma línguas.
Em 24.01.2003, foi celebrado
Protocolo entre o Conselho Superior da Magistratura e o Ministério da Justiça,
incidente sobre as actividades da estrutura nacional, tendo o serviço português
sido formalmente inaugurado em 07.05.2003 em cerimónia presidida pelo Sr.
Presidente do Conselho Superior de Magistratura e do Supremo Tribunal de Justiça
que contou com a presença de membros do daquele Conselho, da Sra. Ministra da
Justiça e de altos dirigentes do seu Ministério.
Durante os cerca de seis anos
sob análise, o Ponto de Contacto recebeu
e satisfez mais de cinquenta por cento de todos os pedidos de cooperação
judiciária dos 26 Estados da União Europeia envolvidos na Rede. Sempre que
tal dependeu exclusivamente da sua intervenção, as respostas foram dadas em menos de 48 horas e, salvo excepções
colocadas fora da sua capacidade de intervenção, não se ultrapassou a duração
média de uma semana na satisfação das pretensões.
No aludido período, foram
realizadas largas dezenas de reuniões com os representantes das
Direcções-Gerais, Institutos e Comissões membros nacionais da Rede, com vista à
produção de esforços comuns e procedimentos coincidentes, bem como a gerar o
seu envolvimento no projecto.
No mesmo lapso temporal, foram
recebidos e acompanhados dezenas de magistrados judiciais de outros Países, bem
como representantes da Justiça Europeia.
2.
Publicações e dissertações
Com vista à instalação e
desenvolvimento dos vários projectos relativos à cooperação judiciária, o autor
destas notas publicou os seguintes textos e proferiu as dissertações que se passam a referenciar:
- A Rede Judiciária
Europeia em Matéria Civil e Comercial, Boletim
do Conselho Superior da Magistratura, Lisboa, 2002;
- Discurso
sobre a cooperação judiciária e apresentação da página de Internet
do Ponto de Contacto Português na cerimónia inaugural da Rede Judiciária
Europeia em Matéria Civil e Comercial, Bruxelas, 4 de Dezembro de 2002;
- A Rede Judiciária
Europeia em Matéria Civil e Comercial, formação permanente de juízes, Centro de
Estudos Judiciários, Lisboa e Porto, Portugal, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007;
- Notas liminares
relativas às novas regras europeias sobre competência, reconhecimento e
execução de decisões em matéria matrimonial e de regulação do exercício do
poder paternal - o «Regulamento Bruxelas II (bis)», Boletim do Conselho
Superior da Magistratura, Lisboa, Portugal, 2003;
- Les
aspects de coopération pratiques: expériences des points de contact des autres
états membres, École Nationale
de la Magistrature, Paris, 2003;
- A Cooperação Judiciária
em Matéria Civil e Comercial entre Portugal e Espanha no Quadro da Nova
Cooperação Judiciária Europeia, discurso no encontro entre os Conselhos dos Poder judicial de Portugal
e Espanha, Viana do Castelo, 2003;
- «E-JUSTIÇA - O que o sector
da justiça em Portugal tem a ganhar com o desenvolvimento da Sociedade da
Informação»,
discurso, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, 2004;
- Balanço do Funcionamento
da Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial, reunião anual da Rede,
Bruxelas, 2004;
- Les dysfonctionnements des juridictions: comment les repérer? Comment y porter
remède? - l'expérience portugaise, discurso, Conselho da Europa, Estrasburgo,
França, 2004;
- Os tribunais portugueses
e o novo regime comunitário da concorrência, Boletim
do Conselho Superior da Magistratura, Lisboa, 2004;
- A nova cooperação
judiciária europeia
- Revista do Ministério da Justiça,
Lisboa, 2004;
- Os Conselhos Nacionais do Poder Judicial e a
Cooperação Jurídica Internacional, discurso, Escuela
de Verano del Poder Judicial, Corunha, 2004;
- El funcionamiento del
Atlas Judicial Europeo en
Materia Civil y Mercantil, discurso no «IV
Encontro Anual da Rede Judiciária Espanhola de Cooperação Judicial
Internacional (REJUE)», Múrcia, 2004;
- Discurso sobre cooperação
judiciária, proferido na abertura da cerimónia inaugural da Rede Ibero-Americana de
Cooperação Judiciária (IberRede), Cartagena das Índias, Colômbia, 2004;
- O Vade-mécum europeu
sobre o regime de exercício do poder paternal no Regulamento (CE) n.º
2201/2003, do Conselho, de 27 de Novembro de 2003, relativo à
competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial
e de responsabilidade parental, Boletim
do Conselho Superior da Magistratura, Lisboa, 2005;
- A melhoria do acesso à
justiça nos litígios transfronteiriços no espaço da União Europeia - a
Directiva 2002/8/CE,
do Conselho, de 27 de Janeiro de 2003, Boletim
do Conselho Superior da Magistratura, Lisboa, Portugal, 2005;
- The
Council Decision 2001/470/EC, of 28 May, 2001, establishing a European Judicial Network In
Civil and Commercial Matters, discurso no «Seminar on the Acquis in the Field of Civil
Law Co-Operation», Zagreb, República da Croácia, 2005;
- The
Council Decision 2001/470/EC, of 28 May, 2001, establishing a European Judicial Network In
Civil and Commercial Matters, discurso no «Seminar on the Acquis in the Field of Civil
Law Co-Operation», Belgrado, Sérvia e Montenegro, 2005;
- The
Council Decision 2001/470/EC, of 28 May, 2001, establishing a European Judicial Network In
Civil and Commercial Matters, discurso no «Seminar on the Acquis in the Field of Civil
Law Co-Operation», Sarajevo, Bósnia e Herzegovina, 2005;
- «A Cooperação entre os Estados Membros no domínio da obtenção de provas
em matéria civil e comercial - o Regulamento (CE) n.º
1206/2001, do Conselho, de 28 de Maio de 2001» - lição
proferida em 26 de Maio de 2006 no quadro do 1.º Ciclo do Curso de Direito Europeu e
Internacional - Centro de Estudos Judiciários, Lisboa;
- «O Regulamento
(CE) n.º 2201/2003, do Conselho, de 27 de Novembro de 2003,
relativo à competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria
matrimonial e de responsabilidade parental» - lição proferida em 26 de Maio
de 2006 no quadro do 1.º Ciclo do Curso sobre Direito Europeu e
Internacional - Centro de Estudos Judiciários, Lisboa;
- Questões práticas
originadas pela aplicação dos Regulamentos Comunitários em matéria de
cooperação judiciária civil, discurso no encontro entre os Conselhos dos Poder judicial de Portugal
e Espanha, Zamora, 2006;
- Ética Judicial -
tendências e riscos - O Código-modelo ibero-americano de ética judicial, conferência, Centro de Estudos Judiciários, Lisboa, 2006;
- Palestra «The future of the judicial
cooperation in civil matters» - EuroMed Justice Programe Topic 4: Initiation to and Training In
Cooperation And International Judicial Mutual Assistance in Civil Matters -
Seminar 1: Problems arising from mixed marriages. Rights of
protection of unaccompanied minors facing difficult situations», Roma,
2006;
- «A informática
Judiciária em Portugal e o uso das tecnologias da informação e comunicação no
quadro de funcionamento da Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e
Comercial», Primeira Conferência do «CONIP Judiciário», Brasília, Brasil,
Setembro de 2006;
- Discurso intitulado «Le réseau judiciaire européen en matière civile et
commerciale», e intervenção em mesa redonda, subordinada ao tema «Les
difficultés de circulation des décisions civiles», École Nationale de
Magistrature, Paris, Setembro de 2006;
- Vitoria-Gasteiz, Espanha - apresentação de dissertação intitulada «Instrumentos
auxiliares para la cooperación
Judicial Internacional: la Red Judicial Europea
en Materia
Civil y Mercantil, la IberRed, los Instrumentos de cooperación judicial en Europa y el Atlas
Judicial Europeo», Novembro de 2006;
- Le réseau judiciaire européen en matière civile et commerciale, Seminário: Implications of conflict of law and
conflicts of competence, Marraqueche, 11 a 14 de Dezembro de 2006;
- A Cooperação entre os
Estados Membros no domínio da obtenção de provas em matéria civil e comercial -
o Regulamento
(CE) n.º 1206/2001, do Conselho, de 28 de Maio de 2001, edição de Dezembro de
2006 do Boletim do Conselho Superior da
Magistratura, págs. 209 a
220;
- Ética Judicial -
tendências e riscos ─ O Código-modelo ibero-americano de ética judicial, edição de Dezembro de
2006 do Boletim do Conselho Superior da
Magistratura, págs. 221 a
225;
- Questões práticas
originadas pela aplicação dos Regulamentos Comunitários em matéria de
cooperação judiciária civil, edição de Dezembro de 2006 do Boletim do Conselho Superior da Magistratura,
págs. 226 a
231;
- A Rede Judiciária Europeia
em Matéria Civil e Comercial, Parte I, n.º 45 do Boletim da Ordem dos Advogados (Janeiro
e Fevereiro de 2007), págs. 20
a 26;
- «A Cooperação entre os Estados Membros no domínio da obtenção de provas
em matéria civil e comercial - o Regulamento (CE) n.º
1206/2001, do Conselho, de 28 de Maio de 2001» - lição
proferida em 7 de Março de 2007 no quadro
do 1.º Ciclo do Curso de Direito
Europeu e Internacional - Centro de Estudos Judiciários,
Lisboa;
- «O Regulamento
(CE) n.º 2201/2003, do Conselho, de 27 de Novembro de 2003,
relativo à competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria
matrimonial e de responsabilidade parental» - lição proferida em 7 de Março
de 2007, no quadro do 1.º Ciclo do Curso sobre Direito Europeu e
Internacional - Centro de Estudos Judiciários, Lisboa;
- «O título executivo europeu para créditos não
contestados, emergente de decisões judiciais - regime e problemas»;
palestra proferida no dia 14 de Maio de 2007, no Centro de Estudos Judiciários
do Ministério da
Justiça, em Lisboa, dirigida a todos os auditores de justiça
do curso de formação de magistrados iniciado no ano lectivo 2005/2006. Durante
esta palestra, foi analisado o Regulamento (CE) n.º 805/2004, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Abril de 2004, que cria
o título executivo europeu para créditos não contestados, no que tange aos
títulos emergentes de decisões judiciais, e foram abordadas as dificuldades
práticas suscitadas no quadro da aplicação deste encadeado normativo;
- A Rede Judiciária Europeia
em Matéria Civil e Comercial, Parte II, n.º 46 do Boletim da Ordem dos Advogados (Março e
Abril de 2007), págs. 20 a
26;
- «A melhoria do acesso à justiça nos litígios
transfronteiriços no espaço da União Europeia - a Directiva 2003/8/CE do
Conselho, de 27 de Janeiro de 2003»; palestra proferida no dia 14 de Maio
de 2007, no Centro de Estudos Judiciários do Ministério da Justiça,
em Lisboa, dirigida a todos os auditores de justiça do curso de formação de
magistrados iniciado no ano lectivo 2005/2006;
- «A informatização Judiciária em Portugal e o uso das tecnologias da
informação e comunicação no quadro do funcionamento da Cooperação Judiciária»,
Revista IberiusFirma
Digital y Gobierno Electrónico»; n.º 3 do Ano 3, Maio de 2007, subordinada ao tema «
- «La cooperación entre los
Estados-Miembros en
el ámbito de la obtención de pruebas en materia civil y mercantil - el Reglamento (CE) Nº
1206/2001, del Consejo, de 28 de Mayo de 2001» 21 a 23 de Maio de 2007 -
Barcelona - Escola Judicial Espanhola. Conferência proferida na sessão de formação
dirigida a juízes de toda a Europa, sob a égide da Rede
Europeia de Formação
Judicial, em acção de formação com a denominação genérica «Cuestiones prácticas en torno a los instrumentos
de cooperación civil y su evolución legislativa. Intercambio de experiencias»;
- "Los títulos ejecutivos europeos emergentes de resoluciones judiciales
dictadas en
acciones no contestadas - régimen y problemas" 8 de Junho de 2007 - Madrid
- «Centro de Estudios Jurídicos» do Ministério da Justiça de
Espanha. Discurso apresentado, mediante convite do aludido Ministério, no
âmbito do Curso intitulado "El título
ejecutivo Europeo";
- «The European Judicial
Network in Civil and Commercial Matters» - 28 de Junho
de 2007 - Luxemburgo - palestra
proferida no |âmbito do curso intitulado «European
Judicial Cooperation in Civil Matters Civil Procedure Law instruments»
organizado pelo «European Centre for
Judges and Lawyers» do «European
Institute of Public Administration (EIPA) - Antenna Luxembourg»;
- «La Cumbre judicial
Iberoamericana en
el marco de los sistemas de integración regional en latino América y en Europa» -
dissertação proferida no dia 24 de Julho de 2007, em Mesa Redonda sobre o mesmo
tema que se realizou em Cartagena das Índias, Colômbia, no quadro dos debates
que antecederam a 2.ª Reunião de Grupos de Trabalho da XIV Cimeira Judicial Ibero-americana;
- Palestra de apresentação
dos resultados dos trabalhos do grupo coordenado pelo signatário que se
incumbiu da criação de uma Comissão
Conjunta entre a Cimeira Judicial Ibero-americana, a Rede de Presidentes de
Supremos Tribunais de Justiça e a Rede Europeia de Conselhos de Justiça, Cusco,
Peru, Setembro de 2007;
- Dissertação
sob o tema «The European Judicial
Network in Civil and Commercial Matters» - 12 de Novembro de 2007,
Academia de Direito
Europeu (ERA - Europäische Rechtsakademie), Trier, Alemanha;
- Discurso sobre a «A cooperação internacional no quadro das Conferências de
Haia sobre rapto de menores e obtenção de alimentos no estrangeiro», o projecto de convenção de Haia sobre alimentos e protecção
da família, tendências da cooperação judiciária internacional, a importância
dos contactos directos entre tribunais e a comparação entre as soluções
assumidas no quadro da Conferência de Haia de Direito Privado e as aprovadas no
seio da União Europeia - Punta del Este, Uruguai, 16 de Novembro de
2007;
- Dissertação
apresentada mediante convite da Comissão Europeia, dirigida a todos os
representantes dos 26 Países envolvidos no projecto da RJECC, contendo o
balanço do percurso feito desde o início do funcionamento da Rede e relação dos
desafios que se perfilam, por ocasião da celebração do 5.º aniversário da
estrutura, Bruxelas, 14 de Janeiro de 2008;
- Participação
na Mesa Redonda sob o tema «Funcionamento da Rede - Perspectivas futuras»,
no dia 15 de Janeiro de 2008, mediante convite da Comissão Europeia -
Bruxelas;
- 18 de Fevereiro de 2008 -
Luxemburgo - apresentação de dissertação intitulada «Tendencies of the
E-Justice - the dematerialization of the judicial proceedings and the
cooperation between European Courts based on the use of new technologies; the
videoconference in the taking of evidence abroad» no Seminário organizado
pelo «European Institute of Public
Administration (EIPA) - European Centre for Judges and Lawyers»,
subordinado ao tema «E-Justice:
Electronic Technology in the Justice Sector;
- 19 de
Fevereiro de 2008 - Luxemburgo - presidência da Mesa Redonda com o título «E-Justice: the perfect world?» no
contexto do Seminário organizado pelo «European
Institute of Public Administration (EIPA) - European Centre for Judges and
Lawyers» subordinado ao tema «E-Justice:
Electronic Technology in the Justice Sector»;
- 27 de
Fevereiro de 2008 - Centro de Estudos Judiciários - Lisboa - lição no quadro do
1.º Ciclo do Curso de Direito
Europeu e Internacional, subordinada ao tema «A Cooperação entre os Estados Membros no
domínio da obtenção de provas em matéria civil e comercial - o Regulamento (CE) n.º
1206/2001, do Conselho, de 28 de Maio de 2001» e dirigida
a todos os auditores de justiça;
- 27 de
Fevereiro de 2008 - Centro de Estudos
Judiciários - Lisboa - lição no quadro do 1.º Ciclo do Curso sobre Direito Europeu e
Internacional, subordinada ao tema «O Regulamento (CE) n.º
2201/2003, do Conselho, de 27 de Novembro de 2003, relativo à
competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial
e de responsabilidade parental» e dirigida a todos os auditores de justiça;
- 4 a 6 de Março de 2008 - Brasília,
Brasil - Superior Tribunal de Justiça. Discurso perante a Assembleia Plenária
da XIV Cimeira Judicial Ibero-americana contendo apresentação de
proposta do signatário para a melhoria da participação da Cimeira na Rede Ibero-americana de
Cooperação, intitulada «Declaração
relativa à IberRede»;
- 5 de Março
de 2008 - Brasília, Brasil - Superior Tribunal de Justiça. Palestra no quadro da «II Exposição de Justiça
e Tecnologia» que decorreu paralelamente à apontada Cimeira intitulada «A desmaterialização processual no sistema de
justiça português - o projecto «CITIUS»;
- Primeiro
trimestre de 2008 - Publicação, na Revista
do Centro de Estudos Judiciários do 2.º Semestre de 2007, número 7, «Dossier Temático Espaço Judiciário Europeu»,
do artigo intitulado «Os títulos
executivos europeus emergentes de decisões judiciais proferidas em acções sem
oposição - regime e problemas»;
- 8 e 9 de
Abril de 2008 - Skopje - Macedónia - Academia de Formação de Juízes e
Procuradores - ensino, como docente único, de todas as matérias leccionadas
no quadro do «Seminar on European
Judicial Cooperation in Civil And Commercial Matters». Foram atingidos pela
formação cerca de 60 juízes da Macedónia (30 em cada grupo de acção formativa);
- 30 de Abril
de 2008 - Centro de Formação do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos
Advogados - palestra intitulada «Instrumentos
internacionais de relevo no Direito da Família e das Crianças: o Direito comunitário»;
- 7 de Maio de
2008 - Centro de Estudios Jurídicos
do Ministério da
Justiça de Espanha, Madrid -
mediante convite do Ministério da Justiça do País vizinho - palestra no
«Curso Sobre Ejecucion de Sentencias
Civiles» intitulada «Los títulos
ejecutivos europeos emergentes de resoluciones judiciales dictadas en acciones no contestadas;
régimen y problemas». Foram alunos deste curso secretários judiciais
(licenciados em Direito) dos vários tribunais espanhóis;
- 19 de Maio
de 2008 - Centro de Estudos Judiciários
- alocução no quadro do 3.º Ciclo do Curso sobre Direito Europeu e
Internacional iniciado no ano lectivo 2005/2006, dirigida a todos os auditores
de justiça, subordinada ao tema: «A
melhoria do acesso à justiça nos litígios transfronteiriços no espaço da União Europeia - a
Directiva 2003/8/CE
do Conselho, de 27 de Janeiro de 2003»;
- 19 de Maio
de 2008 - Centro de Estudos Judiciários
- alocução no quadro do 3.º Ciclo do Curso sobre Direito Europeu e
Internacional iniciado no ano lectivo 2005/2006, dirigida a todos os auditores
de justiça e subordinada ao tema: «O
título executivo europeu para créditos não contestados, emergente de decisões
judiciais - regime e problemas». Durante esta palestra, foi analisado o Regulamento (CE) n.º 805/2004, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Abril de 2004, que cria
o título executivo europeu para créditos não contestados, no que tange aos
títulos emergentes de decisões judiciais, e foram abordadas as dificuldades
práticas suscitadas no quadro da aplicação deste encadeado normativo;
- 26 de Maio
de 20008, ISCTE, Campus Universitário de Lisboa - alocução intitulada «The Portuguese judicial organization»,
no quadro do «The South Eastern Circuit Trip - Lisbon, 2008, Portuguese
Law And English Law - A Comparative Study», dirigida a «barristers» e
magistrados do Reino Unido;
- Maio de 2008
- Publicação, pela Coimbra Editora, do livro
do subscritor destas notas intitulado «Textos
de Cooperação Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial»;
- 1 a 7 de Junho de 2008, Skopje,
Macedónia - projecto «Technical
Assistance to Support The Creation of Training Institute for Judiciary», da
Agência Europeia para a Reconstrução, apoiado pelo Centro de Estudos Judiciários Português; elaboração, em
conjunto com um Sr. Procurador da República português, do documento intitulado
«Proposal of Program on Initial Training
in The Academy for Training of Judges and Public Prosecutors of The Republic Of
Macedonia» que visou constituir um contributo para a reforma da formação de
magistrados naquele País;
- Julho de
2008 - Publicação do Boletim n.º 4 da «Cumbre
Judicial Iberoamericana» editada pela Secretaria Permanente dessa
Cimeira, do artigo intitulado pela Direcção da Revista como «Ambiciones y lógica de funcionamiento de la Cumbre Judicial
Iberoamérica» e do artigo conjunto com o título atribuído
pela equipa editorial de «Cumbre Judicial
Iberoamericana - Red Europea de Consejos de Justicia y Red de Presidentes de
Tribunales Supremos de la Unión Europea Pasado, Presente y futuro de una
relacción fructífera»;
- 3 e 4 de
Julho de 2008 - San Sebastián - Espanha - dissertação de abertura do Congresso
Internacional organizado pelo Governo do País Basco, subordinado ao tema: «Hacia el Expediente Judicial Electrónico»,
intitulada: «A Justiça Electrónica em Portugal e na União Europeia»;
- 2002 a 2008 - elaboração para
disponibilização a todos os cidadãos da União Europeia através da Internet e sob a égide da Comissão Europeia, em
http://ec.europa.eu/civiljustice/ de fichas
temáticas contendo, sob o figurino de pergunta / resposta, informação sobre: sistema
de administração da Justiça e organização judiciária; procedimentos de recurso
aos tribunais; apoio judiciário; citações e notificações; competência dos
tribunais; prestações alimentares; divórcio; responsabilidade parental; meios
alternativos de resolução de litígios; acção executiva; instrução e meios de
prova; direito aplicável; profissões jurídicas; insolvência; indemnização às
vítimas de crimes; prazos; processos simplificados e acelerados; medidas
provisórias e conservatórias; ordem jurídica e processos electrónicos;
- Publicação
no «News Bulletin of the Virtual Course
on the "European Judicial Area» «European Civil Justice», da Escola Judicial de Barcelona,
do artigo intitulado «The EJNCCM and its
tendencies»;
- Outubro de 2008 - elaboração e envio ao Parlamento Europeu do estudo
realizado a convite deste, intitulado «The use of IT in judicial systems:
service of documents and taking of evidence electronically, electronic
documentation and communication, video-conferencing, European procedures on
line and the European e-Justice portal»;
- 5 de
Novembro de 2008 - Lisboa - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa -
apresentação de lição a cerca de 200 alunos, subordinada ao tema «o Regulamento (CE) n.º
2201/2003, do Conselho, de 27 de Novembro de 2003, relativo à
competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial
e de responsabilidade parental»;
- 11 de
Novembro de 2008 - Bruxelas - intervenção na reunião do Fórum Europeu da
Justiça dedicada ao tema: «Formação
judicial: as necessidades dos profissionais do Direito ao nível da aplicação do
Direito Europeu»;
- 2 de
Dezembro de 2008 - Palestra no Parlamento Europeu, mediante convite pessoal
desta instituição comunitária, no quadro do «Forum on Judicial Cooperation in Civil Matters: Debate With National
Parliament» apelidada «Use of IT in
judicial systems: service of documents and taking of evidence electronically,
electronic documentation and communication, video-conferencing, European
procedures on line and the European e-justice portal».
3.
Participações
O Ponto de Contacto teve,
ainda, participação:
- Na
Conferência "Judicial Co-operation
in Cross-Border Family Law Matters", que decorreu em Lecco, Itália, em
2003, na qual foi apresentado o Regulamento
Bruxelas II bis;
- No Seminário
"Regulations on Civil Judiciary
Cooperation. A review of the first implementations in member States",
que decorreu em Roma,
Itália, de 9 a
12-02-2004, promovido pelo Conselho Superior da Magistratura italiano;
- No Encontro
entre Delegação da República da Arménia e elementos do Conselho da Europa, que
decorreu nas instalações do Conselho Superior da Magistratura e que teve como
objectivo contribuir para a modificação de legislação da Organização Judiciária
e do Estatuto dos Magistrados da República da Arménia - 18 e 19-03-2004;
- Na recepção
à delegação da República da Moldávia, que integrava a Ministra-Adjunta da
Justiça, o Procurador-Geral da República, o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça,
uma deputada da Assembleia da República e demais representantes, aos quais foi
apresentado o Ponto de Contacto Português da RJECC e a sua inserção no CSM;
- Na Expo Jurídica 2004, no espaço reservado
ao Ministério da Justiça;
- No Workshop
"Mobilidade - uma presença pervasiva
no quotidiano das sociedades modernas", no Hotel Meridien - Lisboa,
21.10.2004
- Na
Conferência "Towards an Ideal Trial:
A few examples of the most sucessful judicial civil proceedings
in Europe", organizada pela Comissão Europeia e
pelo Conselho da Europa, que se realizou em Bruxelas - 18 a 20.11.2004;
- Mediante
convite do Sr. Ministro
da Justiça, na sessão de apresentação do Programa Nacional de Vigilância Electrónica, que se realizou na
Universidade Católica Portuguesa - 01.02.2005;
- No Seminário
"A União Europeia - Um Espaço de
Justiça, Liberdade e Segurança", organizado pelo Ministério da Justiça,
que se realizou na Universidade Nova de Lisboa em 04.02.2005, a convite do Sr.
Secretário de Estado da Administração Judiciária;
- Na
Conferência de apresentação dos princípios da responsabilidade civil europeia, que foi
organizada pelo European Group on Tort
Law e se realizou em Viena, Áustria em 19 e 20.5.2005;
- Na reunião
de Comemoração do Dia Europeu da Justiça Civil relativa ao ano 2005, em Edimburgo, na Escócia, subordinada
ao tema: «Practical approaches to solving cross-border civil disputes».
O evento teve sessões sobre: «alternative
ways of problem solving; e-justice; knowledge base and disseminating best
practice: the role of the Civil Judicial Network; stream-lined court processes; and
the future - how can we work together to make practical solutions benefit
citizens»;
- No «Encontro de estudo sobre o reconhecimento e
a execução de decisões judiciais: as sentenças proferidas na zona da união
europeia e as provenientes dos países não europeus: o problema da harmonização»,
que se realizou em Roma de 3 a
5 de Abril de 2006;
- No «Study meeting on the topic of:
The training of national judges with regard to the European document of
execution required for uncontested credits and access to law enforcement within
the judiciary system of another Member state», que se realizou em Roma. Aí
fez alocução último dia dos trabalhos, tendo apresentado o texto que elaborou
sob o título "«Minimum Standards» for
uncontested claims procedures - Report of the works of the meeting of the group
that analysed this theme in 18 October 2006";
- Na acção de
formação sobre «el Procedimiento
Monitorio Europeo», dirigida a magistrados provenientes de todo o espaço da
União Europeia, organizado pela Escola Judicial Espanhola, na qual desempenhou
as funções de responsável pelo painel inglês e moderador de debate, tendo,
também, redigido e apresentado as conclusões do grupo de magistrados que coordenou.
4.
Outros níveis
A outros níveis, o Ponto de Contacto nacional:
-
Participou em reuniões da Rede
Judiciária Penal e nas reuniões anuais da Rede Judiciária
Espanhola de Cooperação Judicial Internacional (REJUE) e reuniu, também, com
instituições nacionais e estrangeiras interessadas na área de intervenção em
apreço, bem como com diversos órgãos do
Poder Executivo;
-
Apoiou, todos os anos, a comemoração do Dia Europeu da Justiça Civil tendo exercido, ainda, as funções de membro do júri
europeu que atribuiu, em 26 de Outubro de 2006, em Paris, no Cour de
Cassation, o «Prémio Balanças de
Cristal da Justiça», que constitui o mais alto galardão atribuído na área
da Justiça na Europa.
-
Teve encontros de trabalho com representantes
dos Ministérios da Justiça de outros Países, tendo reunido também com o Ministro da Justiça de Portugal
no quadro da preparação da Presidência Portuguesa da UE no 2.º Semestre de
2007, sugerindo temas e linhas de acção para esse período;
-
Enviou, periodicamente, a todos os juízes portugueses,
através do CSM, em formato digital, os instrumentos normativos fundamentais na
área da cooperação em apreço e divulgou as possibilidades de concessão de apoio
pelo serviço, designadamente à inquirição de testemunhas por videoconferência
na União;
-
Promoveu a divulgação da cooperação judiciária
em matéria civil e comercial também junto do Ministério Público tendo, para o
efeito, reunido com o Sr. Procurador-Geral da República e enviado à
Procuradoria-Geral da República todos os documentos e comunicações relevantes
para esta magistratura;
-
Fê-lo, da mesma forma, relativamente aos
senhores advogados, através de textos publicados no Boletim da Ordem dos
Advogados e de encontros com o seu bastonário e outros representantes;
-
Elaborou pareceres solicitados pelo CSM sobre:
1. A
Proposta de Regulamento Europeu e do
Conselho criando um Procedimento relativo à Injunção Europeia de Pagamento;
2. A
Comunicação da Comissão ao Parlamento
Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu, ao Comité das
Regiões e ao Tribunal
de Justiça das Comunidades Europeias sobre a adaptação das
disposições do Título IV do Tratado que institui a Comunidade Europeia
relativas às competências do Tribunal de Justiça, por forma a assegurar uma
tutela jurisdicional mais efectiva - documento: COM(2006) 346 final, de
28.6.2006;
3.
A
Proposta de Lei relativa à partilha de
informação e protecção de dados no sistema judicial.
-
Elaborou relatórios anuais da actividade do
serviço, que enviou ao CSM, e se destinaram a ser por este remetidos à Assembleia
da República;
-
Em 2005, integrou, por convite da Comissão Europeia, o
grupo de trabalho que se ocupou da elaboração de um documento sobre as relações
entre os Pontos de
Contacto e as Autoridades Centrais;
-
No início desse ano, colaborou na avaliação da
Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial, tendo sido escolhido
pela Comissão
Europeia para ser entrevistado pela entidade independente
incumbida de tal actividade;
-
Nesse mesmo ano, também a convite da Comissão,
presidiu ao grupo de trabalho da União que se debruçou sobre as relações entre
a Rede e as profissões jurídicas, elaborou documento final sobre a matéria e,
em Maio de 2005, em Bruxelas, durante cerca de três horas, apresentou, em
língua inglesa, o resultado deste trabalho a todos os Pontos de Contacto
europeus e à Comissão
Europeia;
-
No mesmo mês, reuniu com a então recém-empossada
Directora do Centro de Estudos Judiciários e com o aí responsável pela
Cooperação Judiciária Internacional, aos quais fez apresentação da Rede e
propôs a colaboração recíproca com vista à formação dos futuros magistrados; na
sequência dessa reunião, viria a ser criado um sistema de formação inicial que
tornou aquela na primeira escola europeia de magistratura a ministrar formação
obrigatória de carácter vestibular ao ingresso na profissão, no sector da
cooperação judiciária;
-
No âmbito dessa formação inicial, foi-lhe
atribuída a docência anual dessa área técnica no Curso de Direito Europeu então
criado;
-
Participou em todas as reuniões da Rede Ibero-americana de
Cooperação Judicial, coordenou, aí, grupos de trabalho e forneceu ideias e
sugestões que conformaram o projecto, tendo proferido o discurso inaugural da
estrutura. Os pedidos de cooperação apresentados no quadro desta intervenção
foram satisfeitos com a maior celeridade possível e com preocupações de
excelência no tratamento e resposta;
-
Já no corrente ano, coordenou os trabalhos do
grupo desta Rede que tratou o tema «Cooperação
Judiciária Civil: o regime da prova obtida no estrangeiro» e, no final, apresentou
um documento contendo as conclusões adoptadas; chefiou, ainda, um outro grupo
que se ocupou da reformulação da página de Internet
do projecto;
-
Desempenhou as funções de perito nacional nas
XIII e XIV Cimeira Judicial Ibero-americana, tendo contribuído para a construção destes projectos com discursos,
intervenções orais e trabalhos escritos. Nesse contexto, coordenou o grupo de
trabalho que se debruçou sobre as relações entre a Cimeira Judicial Ibero-americana e as Redes Europeias de Conselhos de
Magistratura e de Presidentes de Supremos Tribunais;
-
Paralelamente, integrou os grupos de trabalho
que se ocuparam da temática da e-Justiça
e da preparação dos documentos e exposições de informática na Justiça
daquelas Cimeiras, tendo sido responsável pela moderação do fórum virtual do
projecto;
-
Nesta área, foi sendo consultado pelo Ministério da Justiça,
designadamente aquando da preparação da Presidência portuguesa;
-
Ministrou formação a juízes de toda a Europa,
designadamente nas escolas de magistratura de Espanha, França e Macedónia, na
Academia de Direito
Europeu de Trier e na Escola Europeia de Administração
Pública, bem como a altos funcionários da União
Europeia, advogados, secretários judiciais e juízes dos
países árabes da bacia do Mediterrâneo tendo, também, lançado, em conferência
que se realizou em Roma, as raízes da
criação de uma Rede de cooperação Judiciária em matéria civil e comercial
destes países e da sua ligação à União Europeia;
-
Vem desempenhando, todos os anos, as funções de
docente do Curso de Formação Virtual organizado pelo Consejo General del Poder Judicial de Espanha que tem como
formandos juízes de toda a Europa, intitulado «Reglamentos de Bruselas I y Bruselas II: El espacio judicial europeo en materia civil y
mercantil; competencia, reconocimiento y ejecución de resoluciones judiciales»,
sendo responsável pela formação sobre «A
melhoria do acesso à justiça nos litígios transfronteiriços no espaço da União Europeia - a
Directiva 2003/8/CE
do Conselho, de 27 de Janeiro de 2003»;
-
Fez o discurso de abertura da primeira
conferência sobre justiça electrónica realizada no Brasil, que contou com a
presença dos senhores Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça,
do Tribunal Superior do Trabalho e do Superior Tribunal Militar do País irmão;
-
Foi convidado pelo Sr. Secretário-Geral da Conferência de Haia de Direito Internacional
Privado para colaborar na preparação de um estudo sobre a susceptibilidade
de produção de um instrumento internacional relativo ao tratamento do Direito
estrangeiro no quadro da cooperação judiciária transfronteiriça;
-
Participou na redacção e distribuição dos vários
guias práticos adoptados pela Comissão Europeia, dirigidos aos juízes de toda a
Europa, incidentes sobre os Regulamentos relativos à cooperação judiciária em
matéria civil e comercial;
-
Integra o grupo europeu que prepara o documento
que regulará a colheita de prova por videoconferência na Europa;
-
É
perito nacional no estudo «Possibility
for implementing electronically the European Payment Order procedure (EC
Regulation n.º 1896/2006)»;
-
Através de videoconferência, fez prelecção sobre
o processo virtual e a
justiça electrónica e tratou a matéria da videoconferência em Portugal e na
Europa perante mais de uma centena de representantes do Supremo Tribunal de Justiça
da Costa Rica e, em particular, o seu Presidente e diversos ministros dessa
instituição;
-
Em representação do CSM,
colaborou na preparação e redacção do estudo da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação
intitulado «e-Justiça O que o Sector da
Justiça, em Portugal, tem a ganhar com o desenvolvimento da Sociedade da
Informação...» apresentado ao público em Fevereiro de 2006.
III.
Notas finais
O nível de reconhecimento
externo atingido por Portugal neste projecto e os resultados únicos colhidos
quer em termos quantitativos quer no que tange à utilidade produzida impõem
continuação e desenvolvimento.
O relevo conquistado pelo Poder
Judicial no quadro desta nova «diplomacia judiciária» necessita de ser
acarinhado e assumido com responsabilidade e noção da indispensabilidade de o
proteger, bem como com convicção da importância da manutenção e alargamento dos
patamares atingidos.
Os padrões de desempenho
alcançados clamam por uma estratégia de futuro iluminada pelo conhecimento
sólido do caminho percorrido e pela antevisão dos desafios que se perfilam.
As dificuldades e fracturas
reveladas no debate europeu, que presentemente decorre, sobre os protagonismos
e linhas de crescimento, clamam por actuação consequente, defesa da
indispensabilidade da existência de um ponto de contacto juiz por País e
consciência de que estamos situados em área decisiva para a Justiça Europeia e
para os tribunais de todos os Países da União.
Certamente que não
improvisaremos. Seguramente que uma questão com este relevo e dimensão será
sempre tratada com sentido de Estado, saber técnico, visão táctica, consciência
da liderança conquistada e certeza da necessidade de a manter.
Lisboa, 3 de Dezembro de 2008
Carlos Manuel Gonçalves de Melo Marinho
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