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Oitavo Congresso - Esclarecimento aos Juízes


Entre os dias 20 a 22 de Novembro de 2008, decorreu na Póvoa de Varzim o "VIII Congresso dos Juízes Portugueses".

O Regulamento de Organização de tal Congresso previa a existência duma "Comissão de Conclusões", presidida pelo Vice-Presidente da Direcção Nacional da ASJP, Luís Miguel Azevedo Mendes, e integrava ainda os seguintes colegas: Alexandre Baptista Coelho, José Manuel Igreja Matos, José Manuel Tomé de Carvalho, José Mouraz Lopes e Nuno Ribeiro Coelho.


Cabia a tal "Comissão de Conclusões" acompanhar os trabalhos do Congresso, proceder à síntese das comunicações e apresentar o projecto de conclusões para ser submetido a votação.

Uma das conclusões apresentadas, referente à "Ética dos Juízes", termina nos seguintes termos: "3- (...) o documento «Compromisso ético dos Juízes Portugueses - Princípios para a Qualidade e Responsabilidade» constitui uma referência válida e importante para o debate no seio dos juízes portugueses, comungando as preocupações e atitude dos seus congéneres ao nível internacional." (sublinhado nosso)

Todas as conclusões, apresentadas à votação foram aprovadas por unanimidade.

Verificou-se porém que na cerimónia de encerramento do Congresso o discurso do Presidente da ASJP, António Martins, apontou no sentido do indicado "Compromisso Ético" ser um documento a ser entregue a entidades tão diversas como a Assembleia da República, o CSM e o CEJ, fazendo passar a ideia de que se estaria perante um documento final, devidamente aprovado pela classe.

Também a página da ASJP na internet, no dia 22/11, durante mais de uma hora, difundiu a informação de que no Congresso tinham sido aprovados por unanimidade as "Conclusões" e o "Compromisso Ético".

Esse entendimento foi aliás o único veiculado pelos diversos órgãos de comunicação social que noticiaram o evento, todos fazendo referência à aprovação do "Compromisso Ético".

A Direcção da ASJP, em momento algum desmentiu ou esclareceu que o "Compromisso Ético" não fora aprovado, antes sim tinha sido considerado "uma referência válida e importante para o debate no seio dos juízes portugueses".

Por via de tal omissão da Direcção da ASJP entende o "Fórum Permanente Justiça Independente" ser seu dever esclarecer todos os colegas do que realmente foi aprovado no VIII CONGRESSO DOS JUÍZES PORTUGUESES, aproveitando o ensejo para sugerir que sejam remetidos para a ASJP todos os comentários e contributos que os colegas entendam como válidos, tendentes a enriquecer o documento que se encontra em fase de debate

A Direcção do Fórum Permanente Justiça Independente
26.11.2008

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